Gostamos mesmo de Aparecer

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Gostamos mesmo de Aparecer

Quando estamos online, perdemos um pouco a capacidade de crítica.

“Há uma sensação de anonimato e privacidade quando se está online. É comum as pessoas entrarem em estado alterado’ de consciência, semelhante ao sonhar.”

Para a psicóloga Dora Sampaio Góes, do Hospital das Clínicas de SP, gostamos mesmo de aparecer. “Queremos vender uma identidade.”

O problema é confundir o íntimo com o social e tomar público o particular, segundo ela. “Usamos as redes sociais como se fossem nosso quarto. Há uma deturpação da noção de intimidade.”

Owen Tripp diz mais: “O que antes escreviam na porta do banheiro vai hoje para o mural do Facebook.” E há um preço a pagar. A advogada Patrícia Peck, especialista em direito digital, diz que falta a todos uma noção do risco real na intemet.
“As pessoas ‘podem falar o que pensam, mas respondem pelo que dizem.”

Faça a conta: se você tem 200 amigos no Facebook e cada um também tem 200, uma postagem sua pode chegar a 40 mil pessoas que você nem tem ideia de quem sejam.

Assustador, não?

Mas não ê preciso apagar o perfil em todas as redes sociais. Alex Primo, professor de comunicação da UFRGS, diz que é possível separar o profissional do pessoal em redes sociais com listas e configurações de privacidade.

Mas reconhece que internet é um convite à exposição.

“Quanto mais você se expõe, mais vantagens pode receber.

Só posso usar ferramentas do Google se der os meus dados.

O Facebook só é divertido quando atualizamos.”
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Fonte:
Folha Equilíbrio
Data: 28jun2011
Página 6
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Publicado em: SinapsesLinks
http://sinapseslinks.wordpress.com/
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Um comentário sobre “Gostamos mesmo de Aparecer

  1. Este artigo retrata exatamente o que venho pensando sobre muitos comentários que tenho lido no facebook.
    Já vi gente “lavando roupa suja”, que deveria ser lavada somente entre as pessoas envolvidas,,, expondo situações familiares e falas que só dizem respeito a um grupo específico…
    Também já li comentários de gente que não tem coragem de falar para própria pessoa o que sente e aí fica “mandando recados”…
    Acho que o artigo ajuda a refletir sobre o que devemos realmente compartilhar e também sobre determinadas atitudes.
    Tentei compartilhá-lo no facebook e não consegui levá-lo na sua forma original, por isso copiei e colei em notas, citando a fonte, ok, Leal?
    Muito grata por compartilhar!
    Abração – Márcia

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